Governo do Estado do Espírito Santo

Vigilância à febre aftosa

O Brasil, sob a coordenação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), e com a participação dos serviços veterinários estaduais e do setor agroprodutivo, erradicou a febre aftosa em todo o país, alcançando o reconhecimento internacional de livre da doença com vacinação, pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), em maio de 2018. O Espírito Santo foi reconhecido internacionalmente como livre de febre aftosa com vacinação pela primeira vez em 2001, e o último caso positivo da doença foi registrado em 1996, no município de Aracruz.

Já em 2025, após mais de meio século de combate à doença, o Espírito Santo e o restante do país foram reconhecidos internacionalmente como livres de febre aftosa sem vacinação pela OMSA.

O Programa Nacional de Vigilância para Febre Aftosa (PNEFA) tem como estratégia principal a manutenção de zonas livres da doença, de acordo com as diretrizes estabelecidas pela OMSA.

A execução do PNEFA é compartilhada entre os diferentes níveis de hierarquia do serviço veterinário oficial, com participação do setor privado. Os governos estaduais, representados pelas secretarias estaduais de Agricultura e instituições vinculadas, responsabilizam-se pela execução do PNEFA no âmbito estadual.

No Espírito Santo, foi criada, pela Portaria Seag nº 094-S, de 28 de setembro de 2018, a Equipe Gestora do PNEFA, formada por instituições públicas e privadas de representação do segmento agropecuário no estado.

Atendimentos a suspeitas de doenças vesiculares

A febre aftosa, assim como outras enfermidades consideradas doença vesicular, faz parte da lista de doenças de notificação obrigatória ao Serviço Veterinário Oficial (SVO), conforme legislação em vigor. A notificação da suspeita ou ocorrência de doença vesicular é obrigatória para qualquer cidadão, bem como para todo profissional que atue na área de diagnóstico, ensino ou pesquisa em saúde animal.

Quando verificada a existência de sinais clínicos nos animais de casco fendido (bovinos, búfalos, caprinos, ovinos, suínos e outros), como babeira, manqueira, feridas na boca, nas patas e úbere, deve-se comunicar, imediatamente, com uma gerência local do Idaf.

Todo caso suspeito de doença vesicular, independentemente de sua origem, deve ser investigado pelo SVO em um prazo de até 12 horas. O resultado da investigação pode ser a confirmação ou o descarte de caso de doença vesicular. Entre os casos descartados estão os de origem traumática, as intoxicações e outras doenças infecciosas que não se enquadram na definição de doença vesicular infecciosa. Os casos prováveis de doença vesicular exigem investigações complementares, incluindo colheita de material para diagnóstico laboratorial, e medidas preventivas de proteção para se evitar uma possível disseminação da doença que está sob investigação.

Com a proibição da vacinação contra a febre aftosa em todo o país, é cada vez mais necessária a vigilância pelo produtor rural e por quem trabalha no meio rural, em contato com animais suscetíveis, para que diminua o tempo da notificação ao Idaf a partir da observação de um animal suspeito. Isso é essencial para que o Idaf consiga agir rapidamente e coibir a disseminação da doença, em caso de reingresso da enfermidade em nosso território.

O Idaf, por meio dos médicos-veterinários distribuídos por todo o estado, também realiza trabalhos diários de vigilância em propriedades rurais com características de produção que gerem maior risco de introdução da doença. Resultados dessas vigilâncias podem ser observadas nas análises disponíveis em nosso site.

Se você conhece animais com sinais clínicos de doença vesicular, faça uma notificação de suspeita aqui.

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